Justiça, Trabalho e Direitos Humanos

20/12/2017

Adolescentes que cumprem medidas socioeducativa no Paraná realizam exame para conclusão do Ensino Fundamental

Os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no Paraná participaram nesta terça-feira (19) do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), também para Pessoas Privadas de Liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade. Foram 492 adolescentes que realizaram as provas das 16 unidades socioeducativas de internação, número que atinge 63,3% dos adolescentes que cumprem medidas no sistema socioeducativo do Paraná.

A adolescente D.P.S, 17 anos, que cumpre medida socioeducativa no Centro de Socioeducação (Cense) Joana Richa em Curitiba, disse que "a realização desta prova é uma oportunidade de enxergar as suas capacidades e de posteriormente conseguir um trabalho melhor, por ter avançado na sua escolaridade."

O exame foi organizado em quatro provas objetivas, por nível de ensino, que envolvem questões de Ciências Naturais; História e Geografia; Língua Portuguesa; Língua Estrangeira Moderna; Artes; Educação Física e Redação; Matemática para as provas do ensino fundamental e questões que envolvam as áreas de conhecimento de Ciências da Natureza e suas tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Linguagens e códigos e suas tecnologias e Redação; e, Matemática e suas Tecnologias para o Ensino Médio.

“Esperamos fomentar o conhecimento e o desenvolvimento educacional dos adolescentes do sistema socioeducativo, para que seu resgate social seja feito de maneira que o jovem volte à sociedade, retomando sua nova vida, com um emprego e estudos”, ressaltou o secretário da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos (Seju), Artagão Júnior.

Os critérios para participação dos adolescentes, regulamentados no Edital são de ter, no mínimo, 15 anos de idade, para quem busca a certificação do Ensino Fundamental, e 18 anos, para quem busca a certificação do Ensino Médio.Os participantes poderão utilizar o desempenho no Exame como mecanismo de certificação para conclusão do Ensino Fundamental ou Ensino Médio.

Para o diretor do Departamento de Atendimento Socioeducativo (Dease), Alex Sandro Silva, “o Encceja tem relevância no processo socioeducativo por ser uma oportunidade dos adolescentes, que em sua maioria chegam ao sistema socioeducativo com histórico de abandono escolar e defasagem escolar idade/série, em conseguir a certificação para conclusão do ensino fundamental ou médio.

As unidades socioeducativas que participaram do ENCCEJA PPL/2017 no Estado do Paraná são: Campo Mourão, Cascavel II, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Joana Miguel Richa, Laranjeiras do Sul, Londrina II, Maringá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Santo Antônio da Platina, São Francisco, São José dos Pinhais, Toledo e Umuarama.

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Unidades Socioeducativas recebem provas do Enem para pessoas privadas de liberdade


O Exame Nacional do Ensino Médio para pessoas privadas de liberdade (Enem/PPL) foi realizado nos Centros de Socioeducação (Censes) na última semana. Neste ano de 2017 foram inscritos 77 adolescentes que realizaram as provas que envolveram questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; e Redação no primeiro dia, e, questões relacionadas à área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e, Matemática e suas Tecnologias no segundo dia de prova.

Participaram desta edição do ENEM, adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação nas Unidades de Campo Mourão, Cascavel II, Foz do Iguaçu, Joana Miguel Richa em Curitiba, Londrina II, Maringá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Santo Antônio da Platina, São Francisco, São José dos Pinhais e Toledo.

Os participantes com idade a partir de 18 anos podem utilizar o desempenho no Exame como mecanismo de acesso ao Ensino Superior por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para vagas em Universidades Públicas, ou para o acesso a programas governamentais de financiamento ou apoio ao estudante da Educação Superior. Já os participantes menores de 18 anos, serão considerados "treineiros” e só poderão utilizar os seus resultados individuais para a autoavaliação de conhecimentos. Além disso, a pontuação no exame poderá ser utilizada pelos candidatos como instrumento de acesso a vagas no mercado de trabalho, para os casos em que o desempenho no ENEM possa ser utilizado como critério de seleção.
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