Justiça, Trabalho e Direitos Humanos

13/04/2018

Estudante venezuelana relata trajetória até chegar a Curitiba

“Eu decidi sair da Venezuela quando não tínhamos mais como comprar comida”. A fala é da estudante de medicina veterinária, a venezuelana Natasha Lima. Ela chegou ao Brasil há oito meses. O país foi o escolhido pela jovem como destino migratório por apresentar mais possibilidades de trabalho e estudo. “Eu estudava medicina, em Caracas. Mas tinha abandonado o curso por falta de dinheiro. Queria continuar os estudos e aqui no Brasil consegui. Estou estudando medicina veterinária, na Universidade Federal do Paraná”. 

Com o dinheiro que ganha como garçonete e auxiliar de confeitaria Natasha consegue enviar 50 reais para o pai e a mãe que ficaram na capital venezuelana. 

A jovem, de 23 anos, deu seu depoimento na Reunião Ordinária do Conselho Estadual dos Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátridas do Paraná – CERMA/PR. 

Participaram do evento a deputada Maria Victoria Borghetti Barros e representantes dos deputados Evandro Araújo e Hussein Bakri  e os conselheiros e conselheiras governamentais e da sociedade civil do CERMA/PR
Entre os temas discutidos, as maneiras de realizar a integração local do atendimento aos migrantes, refugiados e apátridas estava entre as principais.

“Uma das questões que precisam de urgência é a validação dos diplomas dos estrangeiros. Tem muita gente que chega aqui com um currículo excelente, anos de estudo e não consegue um emprego compatível com a formação por falta de documentação e por falta de dinheiro para fazer o processo de validação”, comentou o coordenador-geral da Seju, Elias Gandour Thomé.

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